Análise - Live Free Or Die Hard | Die Hard 4.0 – 2007
Já vem de algum tempo minha ânsia pelo quarto filme da bem-sucedida franquia “duro de matar”, sempre fui fã incondicional do Bruce Willis em minha opinião nenhum filme protagonizado pelo ator foi dispensável ou ruim, sem dúvidas um dos melhores atores da minha geração e de anteriores também.
Após o terceiro filme ficou uma clara impressão de “acabou”, o no mínimo maluco detetive John McClane já estava um tanto velho pro ofício de policial suicida e dificilmente haveria um quarto episódio do filme, fiquei surpreso quando anunciaram a continuação; Die Hard 4.0.
Inicialmente fiquei intrigado porque dessa jogada de marketing do emprego 4.0 ao invés de simplesmente 4 nos materiais publicitários do blockbuster, respostas vieram mais rápido do que eu esperava, o filme trata de um tema muito popular, mais que uma lenda urbana o hacking se tornou tão popular quanto deveria, a mídia mostra o mundo virtual como uma dimensão sem fronteiras, um hacker virtuoso pode tudo nesse mundo tão tenaz que insiste em se propagar aos influenciados pelos meios de comunicação, aproveitando dessa onda o filme apresenta uma nova espécie de terrorismo explorando o cenário digital atual, basicamente toda infra-estrutura necessária para a sobrevivência de um pais é atacada por esse grupo terrorista causando uma “Queima Total”, o que provocaria caos e pânico a população, encobrindo o principal objetivo do grupo.
Como de praxe McLane estava no lugar errado, na hora errada, encarregado de escoltar um hacker para ser interrogado o detetive acaba envolvido num tiroteio (mais devastador que o normal é claro) e acaba descobrindo que o criminoso que supostamente deveria ser levado a interrogatório é alvo do grupo terrorista que prosseguia matando vários hackers ao redor do mundo visivelmente envolvidos no esquema, uma queima de arquivo.
Somos apresentados a filha do detetive já no início do filme, o que mais que claramente seria a motivação para o policial desencadear um apocalipse urbano. Impressão confirmada em poucos minutos de filme. O quarto longa da franquia vem com tudo em termos de efeitos especiais e cenários, indubitavelmente a verba para o último episodio da serie foi bem (muito bem diga-se de passagem) generosa, cenas como carros derrubando helicópteros, perseguições em auto-estradas, caças atirando contra caminhões, prédios botados abaixo em segundos (como sempre) entre outras estripulias possíveis, se antes o filme era intitulado exagerado os níveis de ação se tornaram ainda mais estratosféricos, algumas cenas honestamente são muito digamos, improváveis mas nunca clichês como de costume em filmes do gênero.
Ação desenfreada e sem pausas com pouquíssimas explicações, olhando de longe pode parecer ruim, mas que bom! Os últimos filmes de ação vem mostrando uma decadente formula, roteiros rebuscados e ação limitada fazem de produções assim um verdadeiro desastre, problemas esses que passaram muito longe do Die Hard 4.
Falando em roteiro assumo que fiquei realmente desencantado com a história, já estou mais que saturado de filmes em que hackers fazem deduções brilhantes a cada situação difícil, com um PDA invadem sistemas complexos em segundos, sabem de tudo em qualquer assunto e claro parecem ter um Google incorporado ao cérebro. Infelizmente o filme repetiu todos esses clichês hollywoodianos, mas nada preocupante afinal quem tem tempo para explicações sobre códigos binários com carros voando sobre sua cabeça?
Die Hard 4 provou ser um filme eficaz e direto no que promete, Bruce Willis demonstrou mais uma vez ser um ator impecável, aos 52 anos faz inveja a muitos garotões que protagonizam filmes de ação atualmente.
Diversão garantida e de qualidade sem dúvidas, recomendado a todos.


