domingo, 5 de agosto de 2007

Análise - Live Free Or Die Hard | Die Hard 4.0 – 2007


Já vem de algum tempo minha ânsia pelo quarto filme da bem-sucedida franquia “duro de matar”, sempre fui fã incondicional do Bruce Willis em minha opinião nenhum filme protagonizado pelo ator foi dispensável ou ruim, sem dúvidas um dos melhores atores da minha geração e de anteriores também.

Após o terceiro filme ficou uma clara impressão de “acabou”, o no mínimo maluco detetive John McClane já estava um tanto velho pro ofício de policial suicida e dificilmente haveria um quarto episódio do filme, fiquei surpreso quando anunciaram a continuação; Die Hard 4.0.
Inicialmente fiquei intrigado porque dessa jogada de marketing do emprego 4.0 ao invés de simplesmente 4 nos materiais publicitários do blockbuster, respostas vieram mais rápido do que eu esperava, o filme trata de um tema muito popular, mais que uma lenda urbana o hacking se tornou tão popular quanto deveria, a mídia mostra o mundo virtual como uma dimensão sem fronteiras, um hacker virtuoso pode tudo nesse mundo tão tenaz que insiste em se propagar aos influenciados pelos meios de comunicação, aproveitando dessa onda o filme apresenta uma nova espécie de terrorismo explorando o cenário digital atual, basicamente toda infra-estrutura necessária para a sobrevivência de um pais é atacada por esse grupo terrorista causando uma “Queima Total”, o que provocaria caos e pânico a população, encobrindo o principal objetivo do grupo.

Como de praxe McLane estava no lugar errado, na hora errada, encarregado de escoltar um hacker para ser interrogado o detetive acaba envolvido num tiroteio (mais devastador que o normal é claro) e acaba descobrindo que o criminoso que supostamente deveria ser levado a interrogatório é alvo do grupo terrorista que prosseguia matando vários hackers ao redor do mundo visivelmente envolvidos no esquema, uma queima de arquivo.

Somos apresentados a filha do detetive já no início do filme, o que mais que claramente seria a motivação para o policial desencadear um apocalipse urbano. Impressão confirmada em poucos minutos de filme. O quarto longa da franquia vem com tudo em termos de efeitos especiais e cenários, indubitavelmente a verba para o último episodio da serie foi bem (muito bem diga-se de passagem) generosa, cenas como carros derrubando helicópteros, perseguições em auto-estradas, caças atirando contra caminhões, prédios botados abaixo em segundos (como sempre) entre outras estripulias possíveis, se antes o filme era intitulado exagerado os níveis de ação se tornaram ainda mais estratosféricos, algumas cenas honestamente são muito digamos, improváveis mas nunca clichês como de costume em filmes do gênero.

Ação desenfreada e sem pausas com pouquíssimas explicações, olhando de longe pode parecer ruim, mas que bom! Os últimos filmes de ação vem mostrando uma decadente formula, roteiros rebuscados e ação limitada fazem de produções assim um verdadeiro desastre, problemas esses que passaram muito longe do Die Hard 4.
Falando em roteiro assumo que fiquei realmente desencantado com a história, já estou mais que saturado de filmes em que hackers fazem deduções brilhantes a cada situação difícil, com um PDA invadem sistemas complexos em segundos, sabem de tudo em qualquer assunto e claro parecem ter um Google incorporado ao cérebro. Infelizmente o filme repetiu todos esses clichês hollywoodianos, mas nada preocupante afinal quem tem tempo para explicações sobre códigos binários com carros voando sobre sua cabeça?

Die Hard 4 provou ser um filme eficaz e direto no que promete, Bruce Willis demonstrou mais uma vez ser um ator impecável, aos 52 anos faz inveja a muitos garotões que protagonizam filmes de ação atualmente.
Diversão garantida e de qualidade sem dúvidas, recomendado a todos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Análises Múltiplas 2007 - Premonition



A algum tempo estou meio parado com minha vida blockbusteriana devido a correria da volta as aulas e excesso de trabalho, assistindo somente os filmes mais “badalados” mas tirei um tempo e assisti dois filmes não tão famosos mas ainda sim de nível, pelo menos era o que eu achava pelos elencos. Estarei postando as análises desses filmes progressivamente.

Começaremos com a análise de Premonition, um suspense com um tema que já está coma tecla um tanto desgastada, premonições, viagens no tempo fazem parte da trama do filme estrelado por Sandra Bullock que era minha principal esperança pois gosto dos trabalhos da atriz, infelizmente já fui decepcionado no início do filme.
Nas primeiras cenas a trama se mostrou ser baseada no casal Jim e Linda, os protagonistas compram uma casa nova devido a promoção de Jim, essa é basicamente a introdução do filme que por sinal no mínimo superficial.

Após a introdução somos transportados para o futuro onde o casal já está casado e tem duas filhas, a historia se torna insuportavelmente previsível depois desse ponto, Jim morre num acidente de carro e no outro dia Linda acorda com o marido ao seu lado, notando que tudo não passou de um “sonho”, o que vem em seguida é apenas uma interpolação entre passado e futuro maçante e sem graça, admito que definitivamente não tenho problemas em dormir com filmes chatos, mas Premonition conseguiu um feito até então inédito, me peguei cochilando após o terceiro dia de transição passado/futuro, mas nada preocupante, afinal tudo é festa!
O filme começa a esquentar quando Linda pede ajuda a um padre que conta casos iguais ao dela através da historia, mas esse calor não consegue se propagar por muito tempo, o filme volta a mesmice e asneiras desnecessárias, a esse ponto eu já estava profundamente irritado com o filme, pensando seriamente em parar de assistir, mas como todo bom expectador agüentei a chatice até o final.

Já nos minutos finais o filme não consegue se salvar dos finais óbvios e sem graça, honestamente odeio filmes que resumidamente são somente uma lição de moral, o filme apresenta clichês expressivos, desconectividades temporais, trama parada e sem nenhum diferencial, entre outros problemas sérios que vão se agravando na medida que o filme avança, mas nem tudo é perdido, vemos a volta de Sandra Bullock não tão boa quanto poderia mas ainda sim é um retorno de uma grande atriz, a historia é comovente, de fato te prende a protagonista e te faz sentir pena pelo triste destino dela, características que compõe um bom drama/suspense mas que são desperdiçadas pelos erros presentes.

Premonition é um filme recomendado aos amantes do bom romance dramático mas se você é do tipo que gosta de ação contínua, tramas complexas ou até mesmo uma boa pitada de ficção corra do filme pois ficara frustrado com a experiência.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Harry Potter and the Deathly Hallows - Análise - Livro









Como sendo minha primeira análise de um livro, peço que perdoem qualquer falta de jeito, mas não poderia deixar de expressar minha opinião sobre o livro que marcou minha infância e agora tem seu fim, Harry Potter and Deathly Hallows foi sem dúvidas um dos livros mais esperados da historia, encerrando a série Harry Potter da escritora J.K Rolling famosa mundialmente depois de impressionar o mundo com a magia de suas obras.
Creio que qualquer pessoa conectada com algum meio de comunicação conhece ou pelo menos ouviu falar da série que em tão pouco tempo se tornou um fenômeno inexplicável levantando legiões de fãs ao redor do mundo, mas série essa que dispensa qualquer comentário sobre quão magnífica é.

Começo essa análise me comprometendo a tentar minimizar os spoilers o máximo possível, apesar de que pairam ao redor do livro boatos de que teria vazado algumas semanas antes do lançamento criando uma torrente de spoilers por toda internet, os fiéis leitores tentaram se manter longe de tais versões do livro, o que notavelmente não atrapalhou a estréia mundial que foi impressionante como sempre, arrecadando fundos que nenhum livro jamais arrecadara anteriormente.

Obtive meu exemplar pela pré-venda do Submarino, que entregou incrivelmente rápido em menos de um dia, o que me deixou ainda mais ansioso para ler o livro, estava um tanto receoso pelo livro ser Children’s Edition em inglês, apesar de ter uma boa experiência pratica com a língua inglesa eu não me sentia apto a ler um livro tão grande, mas para minha boa surpresa consegui perfeitamente ler todo livro.
Devo admitir que o livro não começa nada empolgante, mas com algumas paginas mostra ser apenas uma preparação para o clima caótico presente no sétimo livro, logo de inicio temos uma perda notável, um dos personagens mais importantes da historia morre num confronto entre a Ordem da Fênix e os Comensais da Morte, tudo se passa ao redor dos eventos em que Harry se tornaria maior de idade e assim perderia a proteção dada pelo sacrifício de sua mãe, a ordem tenta manter Harry em segurança agora que já não mais possuía a proteção e Voldemort tinha influencia em todas áreas de poder bruxo.

Como explicado no sexto livro Harry deveria ir atrás das Horcruxes de Voldemort junto com Rony e Hermione e assim terminar com a ameaça do vilão, esse também é um dos focos do livro que se passa em um constante clima de fuga e uma atmosfera desordenada que se alastra por toda comunidade bruxa, talvez o conjunto desses fatores deixe o livro um tanto monótono pois o fato dos protagonistas ficarem se escondendo o livro todo é um tanto repetitivo e desinteressante, mas que acaba se tornando algo essencial para a trama, após algum tempo já estava tão acostumado com o ritmo do livro que não conseguia pensar numa forma melhor de terminar essa historia tão complexa e extensa, nunca o elo entre o trio foi tão forte quanto no sétimo livro, um romance entre dois protagonistas já é preparado por toda a extensão da historia mostrando-os discretamente apaixonados, mas honestamente não foi nenhuma surpresa para mim, qualquer pessoa com o mínimo de senso dedutivo já havia notado a visível diferença entre os sentimentos entre Hermione, Harry e Rony.
Algumas mortes foram excessivas e desnecessárias, mas creio que seja uma forma de reforçar a sensação de “fim do mundo” presente na trama, abandonando a segurança passado nos capítulos anteriores da história, Hogwarts seria assim tão inabalável quanto mostrado anteriormente? Exemplos como estes explorados no sétimo livro, e muito bem explorados se me permitem dizer.
Sempre via o final da série como algo estável e previsível, apesar de que já esperava surpresas no desenrolar dos mistérios, mas basicamente um final previsível, distante de fatos polêmicos que poderiam ser gerados por diferentes desenrolares da historia. J.K conseguiu unir todos pontos que tornariam o livro inesquecível e não geraria uma má repercussão quanto ao final da saga.

Tudo começa muito bem caracterizado, cheio de detalhes a autora se mostra preocupada em dar explicações coerentes e claras, mas a impressão é que com o tempo esses conceitos foram se perdendo, talvez por tentar manter a história mais rápida e diminuir um pouco a longa espera por novas informações.
Chegamos ao final com um turbilhão de revelações e fatos inesperados deixando o leitor meio atordoado dificultando o entendimento de alguns pontos, o epilogo foi muito bem feito porém faltaram informações, após tantos anos acompanhando os personagens gostaríamos de saber melhor o final de cada um, mas a autora nos castiga com um epilogo extremamente resumido e superficial, senti um profundo pesar depois de ler a ultima frase, uma sensação de perda, de incompleto... algo difícil de explicar que pode ser entendido perfeitamente pelos fãs que assim como eu tiveram a difícil e ao mesmo tempo tão esperada tarefa de finalizar a leitura do sétimo livro, Harry Potter and Deathly Hallows veio como um presente de aniversário para mim, lançado as vésperas do (coincidentemente) meu décimo sétimo aniversário não poderia ter ficado mais satisfeito, encerro minha infância com chave de ouro, infância tanto minha quanto de milhões de pessoas marcada pela magia que a saga de Harry Potter nos proporciona, é com uma profunda reverencia que eu encerro essa análise;

Obrigado J.K Rowling.




sexta-feira, 20 de julho de 2007

Análise - Transformers - 2007



Bom sinceramente não sei por onde começar essa análise, hoje presenciei a evolução do cinema, Transformers é muito mais que uma superprodução é um macro histórico do cinema moderno, desde o inicio eu pré-sentia que seria um filme inesquecível, quando me falavam do filme dos Transformers confesso que não me empolguei muito pois nunca fui muito fã do desenho, apesar de gostar muito da serie Beast Wars mas até então não sabia que eram da mesma franquia. Toda essa primeira impressão foi devastada pelo primeiro trailer do filme que simplesmente me deixou num coquetel de emoções, ao mesmo tempo em que passava por uma angústia incontrolável pela espera do filme me sentia eufórico pela ação contínua presente no trailer, estava pronta a base para finalmente aguardar tão ansiosamente Transformers.


Essa espera foi extremamente frustrante, pois não conseguia achar pessoas para compartilhar da minha ânsia eufórica pelo filme, todos eram muito adversos a “filme de robô que vira carro”, alguns eram instantaneamente convertidos ao meu lado após clicar no link mágico do youtube para o segundo trailer, alguns nem se davam ao trabalho de experimentar antes de criticar, mas como vivemos num país de pessoas com um senso critico visivelmente precário não é nada digno de espanto.

E finalmente é chegada a hora da tão aguardada estréia, mal podia me agüentar de tanta felicidade, devo admitir que não me sentia tão ansioso assim desde a estréia de Harry Potter e o Cálice de Fogo, fiquei surpreendido pela fila pois o filme não estava sendo divulgado na mídia e por ser período de férias aliado ao fato da cidade ser pequena haviam muitas pessoas na fila do filme, a maioria adultos revelando os fãs do desenho animado que marcavam presença na estréia do longa-metragem da serie.
O início do filme é agradável, mostra o protagonista em situações típicas de jovens nerds americanos, como o primeiro carro que por sinal era bumblebee o autobot na forma de um camaro amarelo, o início do filme é basicamente a introdução aos Transformers, no filme é explicado que raças alienígenas combatentes Autobots e Decepticons trouxeram sua batalha para a Terra, após devastarem seu planeta original saíram pela galáxia em busca do cubo, um artefato capaz de criar “vida”.

O Filme evidencia diferenças entre os Autobots (Proteger) e os Decepticons (Destruir), os Autobots escolhem formas mais amigáveis como carros modelo esporte, ambulâncias e caminhões, já os Decepticons se transformam em veículos militares como tanques de guerra, caças e helicópteros.
Deixando de lado o enredo do filme e entrando no teor da produção Transformers nos leva a um novo patamar de interação entre filme/espectador, ação contínua e alucinante em 90% do filme, qualidade gráfica colossal é difícil não ficar boquiaberto com as transformações em movimentos, as pessoas ao meu redor se contorciam, gritavam, xingavam, gargalhavam, o filme conseguia se comunicar com o público de uma forma surpreendente, sem dúvidas ainda não tinha presenciado algo semelhante, a produção prova que não são diálogos maçantes na tentativa de cativar o publico e simpatizar com os personagens que compõe um filme, e sim os atos, as ações dos personagens em um todo, nunca o provérbio “Uma imagem vale mais do que mil palavras” foi tão provado quanto em Transformers, os diálogos apesar de curtos eram diretos e fortes, as vozes dos robôs eram caracterizadas de uma forma genial, bumblebee praticamente não falou nada o filme todo e conseguiu conquistar um simpatia incrível, a cena em que o robô é abatido e levado para testes é comovente, pelas expressões faciais do autobot conseguimos sentir todo sofrimento que não poderia ter sido transmitido melhor por nenhum ator humano.


A trilha sonora é um show a parte, efeitos sonoros das batalhas, tiros, explosões tudo é em uma harmonia perfeita, a sala do cinema fica pequena quando os sons se misturam e ecoam pelas caixas de som, certamente uma experiência única.
O filme passa uma mensagem subliminar que subentende a guerra entre as raças alienígenas que destruíram seu planeta natal exatamente como fazemos no nosso, fala de como somos egoístas e violentos, destruindo-nos uns aos outros da mesma forma como os Decepticons fazem com sua própria raça. Vale a pena refletir sobre vários pontos tocados pelo filme.
Impossível passar minha opinião sobre o filme em palavras, resumo em poucas palavras;
Desejava que o filme nunca tivesse terminado.
Robôs que se transformam em veículos, lindas atrizes, mostras de virtudes humanas quase extintas, efeitos especiais estonteantes, trilha sonora incrível, caracterização impecável, humor de muito bom gosto...

Sem dúvidas poderia passar a noite toda citando todas qualidades do filme, mas na minha sincera opinião, assista e comprove.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Análise - Harry Potter and the Order of the Phoenix


Após algum tempo sem atualizações volto com a análise completa do tão esperado Harry Potter and the Order of the Phoenix, o quinto filme da série.
Por ser um fanático assumido, talvez a análise saia um tanto diferente da opinião geral, mas me comprometo a deixar o meu senso critico falar mais alto que o fanatismo.

Noites mal dormidas, tardes gastas com discussões e ansiedades compartilhadas com os amigos, todos esses são presságios visíveis de que filme novo do Harry Potter está por vir, não a como negar que os longas-metragens de HP movem milhões de fãs ao redor do mundo, um notório acontecimento que não passa despercebido até pelos que não possuem interesse pelos livros da escritora J.K.Rowling.



O quinto livro sem sombra de dúvidas foi um dos mais completos e empolgantes da franquia, o que leva a expectativa pelo filme a um novo patamar, apesar de ciente que os filmes nunca conseguem retratar metade dos detalhes presentes nos livros, esperava um filme extremamente emocionante.
Decepção, essa é uma palavra que pode definir bem minha experiência com o filme, que deixou tanto a desejar, mas alguns pontos merecem ser analisados mais de perto, cuidado spoilers a seguir:



O filme inicia fiel ao livro, alguns detalhes um tanto descaracterizados mas ainda sim fieis ao livro, Harry já se mostra abalado emocionalmente o que é o foco do quinto livro que visa explorar o lado mais sentimental do protagonista, após uma cena muitíssimo bem-feita dos dementadores, o filme continua retratando seqüencialmente os acontecimentos do livro, o que me deixou muito empolgado pois nenhum outro filme da serie tinha mostrado tanta responsabilidade com a ordem cronológica dos fatos, indubitavelmente os fãs ficam decepcionados com os cortes extremamente visíveis, mas nada que não possa ser relevado se levado pela perspectiva do espectador e não de fã.

A tão aguardada chegada dos alunos a Hogwarts foi bem elaborada como já era de se esperar e uma surpresa agradável nos foi dada pelo filme; Luna Lovegood, quem diria que a personagem sonsa do livro se tornaria a cativante Luna do filme, fiquei encantado com a leveza e doçura em que a atriz atua, impossível de passar despercebida o que fez da aparição da personagem um dos pontos altos do filme.
Os testrálios deixaram a desejar, todos imaginavam seres mais assustadores e não os pegasus magricelas e feiosos do filme, mas não se pode criticar a caracterização dos personagens do livro afinal só uma descrição por alto é feita nos livros o que deixa a cabo da imaginação dos produtores decidir como será no filme.

Algumas jogadas inteligentíssimas foram usadas no filme como o fim da relação de Harry com a Cho, cortou-se um pedaço imenso da narrativa em Hogsmeade usando a personagem como delatora da A.D, o que explicaria o fim da relação dispensando a ida a Hogsmead que originalmente foi a natureza do término do romance.
Em suma o filme cumpriu bem a proposta, mas para fãs acostumados com o mundo mágico de Harry Potter o filme foi um tanto insosso.

As tão aguardadas cenas finais de batalha conseguiram salvar o filme, devo admitir que não imaginava as lutas tão bem feitas como foram no filme, um ponto forte a ser lembrado.
Dispensável de comentários os efeitos especiais do filme foram impecáveis, o que já era de se esperar pelo histórico dos outros filmes.
Recomendo incondicionalmente o filme para todos tipos de públicos, sem dúvidas foi uma produção incrível que ira marcar por muito tempo.

domingo, 27 de maio de 2007

Piratas do Caribe 3 - Análise

Inicialmente pensei que Piratas do Caribe seria mais um filmezinho infantil da Disney em sangue é matéria inexistente no mundo, mas minhas expectativas foram superadas com o primeiro filme que apesar de ter uma violência “maquiada” conseguiu ser um filme adulto mas com um humor inteligente.Apesar do segundo filme cair um pouco em todos aspectos ainda foi uma ótima produção que rendeu boas risadas, nada mais pois se analisado a fundo são claras as falhas de enredo e produção.

O terceiro filme prometia muito pelos trailers, e pela primeira vez (em minha opinião) um filme foi melhor do que apresentava no Trailer, devo admitir que fiquei simplesmente maluco na cadeira do cinema em algumas cenas, ressalto os primeiros minutos de filme em que os piratas a beira da execução cantam em coro, talvez seja pelo efeito da acústica do cinema mas a música penetra fundo nas nossas mentes e cria uma sensação incrível, só experimentando para saber. Apesar de ter algumas falhas terríveis como a repentina habilidade com espadas de Elizabeth, como uma jovem mimada que nos primeiros filmes não apresentou qualquer traço espadachim aparece no terceiro filme dizimando grupos de piratas experientes, esse é apenas um dos erros mais visíveis no filme, mas o único que de fato atrapalha algo.
Ao contrário dos dois primeiros filmes Piratas do Caribe 3 é ação do inicio ao fim, poucas cenas chatas de conversa fiada (como no segundo filme) estão presentes, as lutas fluem mais naturalmente e são menos exageradas (para não dizer ridículas) quanto as dos primeiros filmes.

Os efeitos especiais merecem uma análise a parte, pois sem duvidas foram os melhores, mais presentes e naturais que já vi em filmes de ação, a computação gráfica estava tão constante que parecia não existir, a tripulação do Flying Dutchman dava uma impressão de ser originalmente “peixerizada”, as batalhas navais estavam extremamente naturais apesar de desafiarem descaradamente as leis da física, entre vários outros exemplos que deixariam essa análise um tanto grande, Piratas do Caribe 3 chega num novo patamar de efeitos especiais, um conceito até aparentemente ignorado pelas outras produções, afinal o importante é a quantidade seguida da qualidade, alguns filmes possuem efeitos incríveis mas tão curtos que passam despercebidos ao público, já em outros são presentes em todo filme mas grosseiros demais para ser qualquer diferencial.

Pela primeira vez não consigo expressar toda minha opinião a respeito de um filme, apenas termino essa análise com um simples veja com seus próprios olhos, ouça com seus próprios ouvidos.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Season Finale - Lost - Análise

Depois de uma sofrida semana de seasons finales finalmente chegamos ao ápice da em minha opinião mais importante série da atualidade, Lost nos presenteia com 2 episódios no mesmo dia tornando ainda mais angustiante a espera pelos próximos episódios, Through the looking glass com certeza marcou o final de uma temporada dada como perdida no começo que milagrosamente se tornou inesquecível no fim. Spoilers a seguir:

Nesse episódio duplo temos pouquíssimas respostas e a abertura de varias perguntas, uma delas é sem dúvida os flashforwards, acredito que todos ficaram pasmos com o desfeche do “flashback” de Jack que no final (antes disso já dava pra imaginar pela barba e pela fase decadente) mostra ser um flash do futuro do personagem, a frase dita por Jack no final vai ficar latejando na mente de muitas pessoas por essa infinita espera da quarta temporada, sinceramente não entendi a jogada de mostrar os losties no futuro sãos e salvos da ilha, agora já sabemos quem morre e quem vive o que compromete seriamente o mistério da série, mas ainda temos a possibilidade desses flashworwards não voltarem nos próximos episódios.
Voltando ao episódio em si vemos a morte inexplicável de Charlie, afinal porque ele não fechou a porta do lado de fora? Só vejo duas explicações, possivelmente ele sabia que teria que morrer para que os losties fossem resgatados e preferiu o sacrifício ou a porta só trancava pelo lado de fora o que deu a entender depois que Desmond tenta abri-la.
O episódio foi cheio de fortes emoções como na cena em que ouvimos os 3 tiros, devo admitir pensei que nunca mais veria Sayid, Jin e Bernard na série, mas fui aliviado depois da conversa de Tom falando sobre Ben estar ficando louco, conversa que foi seguida pela cena heróica de Hurley salvando os losties da praia, de quebra ainda temos Sawyer matando Tom a sangue frio o que me causou uma satisfação inexplicável, porque não contar com a cena do beijo entre Jack e Juliet pela qual eu esperava desde o primeiro encontro entre os dois.
Esse também foi um episódio repleto de frases marcantes, Jack falando eu te amo para Kate, o dialogo entre Juliet e Sawyer a respeito do relacionamento com Jack que sem dúvidas foi o ápice humorístico do episódio, e finalmente o “We have to go Back” de Jack no final do episódio.
Fiquei satisfeitíssimo com o final dessa season, e com um sentimento de perda por ter de passar tanto tempo sem Lost. Só nos resta agora sermos torturados pelas dúvidas e questões que a série nos proporcionou no final dessa temporada.